27 de maio de 2012

Mildred Pierce

Ontem foi uma noite meio estranha. Para os que seguem  Downton Abbey na Fox Life (canal 73 do MEO), ontem não deu a minha amada série... Foi um sentimento um bocado vazio, era a minha parte preferida das noites de sábado, e agora... 
Mas, em vez disso, estava uma série que confesso, nunca tinha ouvido falar. Pior ainda por ser um remake  dos anos 40! Shame on me!!


"Esta série é uma adaptação do romance de James M. Cain de 1941 que, resumindo, conta a história de uma dona de casa Mildred Pierce (Kate Winslet) que procura trabalho, durante os anos da Grande Depressão, para tentar manter o seu estilo de vida da classe média depois de o seu marido a deixar com duas filhas adolescentes. Veda (Morgan Turner e Evan Rachel Wood), a sua filha mais velha, vai tornar-se na maior fonte de drama, problemas e antagonismo para Mildred, sendo que grande parte da trama se centra na relação entre as duas.

Para além desta complicada relação familiar, a história explora o lado complexo dos relacionamentos que Mildred partilhou com os homens da sua vida, incluindo o seu amante e jogador de pólo, Monty Beragon (Guy Pearce) e o seu ex-marido Bert Pierce (Brían F. O’Byrne). Paralelamente, explora as crises naturais da classe média envolvendo assuntos como o orgulho, o status social, a luta para ganhar a confiança de alguém, a perseverança para continuar a lutar… Isto em muito se assemelha aos dias de hoje e às batalhas particulares de cada um devido à crise económica mundial.

Esta série divide-se em cinco partes distintas que vão mostrando o passar dos anos.

Primeira Parte: Depois de expulsar o seu marido traidor de casa, Mildred, uma jovem mãe de duas filhas da classe média, tenta encontrar um emprego razoável na Califórnia durante o período da Depressão americana. Depois de várias reviravoltas, Mildred acaba por aceitar, relutantemente, o trabalho como empregada de mesa num restaurante local. No entanto, Mildred quer manter segredo acerca do seu emprego para não dar a conhecer à filha a sua humilhante situação. 


Segunda parte: As finanças de Mildred começam a melhorar quando ela começa a vender as suas tartes no restaurante. Quando Veda envergonha Mildred pelo fato de esta ser empregada, Mildred decide organizar novos planos de vida e abrir um restaurante seu. Com a ajuda de Wally (James LeGros) ela elabora um projecto para converter uma antiga casa modelo num restaurante. Numa tarde, ainda a trabalhar no restaurante como empregada, Mildred junta-se impulsivamente a um estranho, Monty Beragon, numa viagem à praia. De volta a casa, descobre que a sua filha Ray (Quinn McColgan) está bastante doente. Já no hospital, a pequena acaba por não sobreviver.


Terceira parte: Ainda com a morte de Ray recente, Mildred apressa os preparativos para o seu novo restaurante. Na noite de abertura, entre os convidados está Monty, que descobre através de Veda que Ray morreu. Enquanto Mildred e Monty passam mais tempo juntos, ele tenta convencê-la a comprar um novo piano a Veda, mas com a Depressão, ela opta por alargar o restaurante, adiando a prenda. Quando Veda não recebe o piano esperado, ela descarrega a raiva na mãe revelando as conversas inapropriadas que teve com Monty sobre o caso deste com Mildred. Furiosa, a mãe confronta Monty na sua mansão em Pasadena e acaba o relacionamento dos dois após uma apaixonada discussão.


Quarta parte: Depois das várias evoluções que o seu restaurante sofreu, Mildred planeia abrir uma marisqueira em Laguna Beach. No entanto, o crescente sucesso de Mildred contrasta com a sua relação tempestuosa com Veda que começa a desesperar quando o seu professor de piano morre e o novo instrutor, Carlo Treviso (Ronald Guttman), não dá valor ao seu talento. Triste com a rejeição, Veda começa a sair com um grupo da alta sociedade, incluindo Sammy Forrester, cuja mãe (Hope Davis) acaba por ir a casa de Mildred discutir o noivado dos dois. Quando Mildred confronta Veda, descobre que o plano da sua filha é pressionar a família de Sammy (Nick Westrate) para lhe dar dinheiro que a vai ajudar a lidar com uma gravidez não planeada. Duvidando que Veda esteja grávida, Mildred acaba por expulsar a filha de casa. Depois de meses sem comunicação, Mildred descobre o grande sucesso de Veda como cantora de ópera. Ao ouvi-la na rádio, Mildred fica maravilhada com o talento da filha e está determinada a conquistá-la.


Quinta parte: Mildred convence o seu namorado Monty a tentar a reconciliação das duas. Infelizmente para Mildred isto quer dizer que ela terá de comprar todos os bens da família dele assim como pagar todas as extravagâncias de Veda. Mildred e Monty acabam por se casar, mas as coisas começam a correr mal: Wally, o seu parceiro de negócio, descobre que o facto de Mildred viver como uma pessoa milionária está a afetar o negócio. Isto leva a que Mildred confesse a Bert, o seu ex-marido, que tem feito lavagem de dinheiro na sua companhia para conseguir pagar o amor de Veda. Ao precisar de algum dinheiro de Veda, Mildred vai até casa da filha para a enfrentar. Aqui, ele encontra Veda na cama com Monty, o seu padrasto. Este explica que vai deixar Mildred para ficar com Veda e, num ataque de fúria, a nossa heroína tenta estrangular a sua filha, que fica incapaz de cantar. Semanas mais tarde, Mildred consegue o divórcio de Monty, é obrigada a afastar-se do seu negócio e reconcilia-se com Bert. Os dois ficam chocados quando Veda aparece em casa com vários jornalistas na tentativa de se reconciliar com a mãe e acabar com toda a má publicidade em torno do seu caso com Monty. Mildred acaba por aceitar o pedido de desculpas, mas meses mais tarde, Veda anuncia que vai mudar-se para Nova Iorque com Monty, deixando para trás uma Mildred destroçada que decide esquecer a filha."


Aqui estão algumas imagens da série dos anos 40.  :)







Até a minha Downton Abbey voltar, continuarei a seguir Mildred e as suas aventuras.  :)

23 de maio de 2012

As Amantes do Verão

Olá!
Sei que já há algum tempo não vinha cá, mas com o meu aniversário, o aniversário do namorido, e mais umas coisinhas, o tempo foi correndo... Mas pronto, voltei com uma novidade. 
Pela primeira vez na minha vida vou participar num desafio de outro blog. Vi no Facebook, numa página que admiro, a Conto de Fadas, e decidi participar. Hell, why not..?  ;)
Veremos como corre... Assim de repente pensei em fazer este desafio o mais possível com imagens Vintage. Ficaria engraçado e, espero eu, diferente...
Ora, temos de publicar todos os dias (1 a 30 Junho) uma imagem ou texto, relativamente ao tema pedido para esse dia.


Veremos como corre. Eu estou entusiasmada, pois nunca concorri a nada parecido. Há imensos participantes, e eu nunca tenho grande imaginação para estas coisas, mas farei o meu melhor...  :)

3 de maio de 2012

My week with Marilyn

Ontem vi o filme "A minha semana com Marilyn".


Antes de ver este filme, tinha já ouvido falar dele, claro. Há quem diga que está excelente, os mais puristas e fãns de Marylin dizem que foi mal conseguido, e que a Michelle Williams é a escolha errada para dar vida a Marilyn, pois falta-lhe a sensualidade da Diva.


Na minha modesta opinião, acho que apesar de tudo foi bem conseguido, e as pequenas falhas que houve foram largamente superadas pela excelente prestação dada no resto do filme.
Passo a explicar: não gostei da primeira cena, onde a Michelle estava a cantar, como se estivesse a actuar num espectáculo. Não gostei principalmente dos movimentos, pareceram-me demasiadamente pobres e em nada me fizeram lembrar a Marylin. No entanto, fiquei agradavelmente surpreendida com o restante filme. Na parte em que ela estava a filmar "O Principe e a Corista", foi simplesmente divinal, foi exactamente como no filme original. Quando a Marilyn teve o seu "dia de folga", e andou a correr pelo campo, eu vi a verdadeira Marilyn, a voz, a maneira de falar... No geral foi um filme muito bem conseguido. e para quem diz que não é igual à verdadeira, pois só posso dizer que ninguém conseguirá alguma vez imitar a essência da Marilyn...


Também fiquei agradavelmente surpreendida pela presença de uma das minhas actrizes preferidas, a Helen Mirren, aqui na foto.
No geral, aconselho vivamente a verem o filme. Demonstra muito bem todas as inseguranças da Marilyn, o seu desejo de ser amada, o seu desejo em ser uma grande actriz, e não só uma boneca que aparece em filmes. Muito bom.  :)


30 de abril de 2012

Agora ando completamente obcecada pela série Downton Abbey. Eu, que pensava que o meu período preferido eram os anos 40 e 50, dou por mim a gostar também da era Edwardiana. Bem, lá que as roupas eram lindas, lá isso eram...
Imagino que já tenham visto alguns episódios, mas para quem ainda não conhece, aqui vai:

Downton Abbey é  uma obra prima clássica que segue os Crawley, uma família aristocrática inglesa, e os seus criados no início do século XX (1912).


Esta mega produção mostra o fim de uma era – a conquista do direito de voto para as mulheres, o nascimento do socialismo, e a imperturbável marcha da tecnologia – que poderá ameaçar o sistema de classes e maneiras que protegeu e calcificou, durante anos, os habitantes de Downton e a família Crawley. Depois do trágico acontecimento do Titanic, intriga e romance passam a ser as constantes, uma vez que o fatídico acidente “levou” todos os possíveis herdeiros homens da família. Com a fortuna em risco por não terem nenhum herdeiro, a luta e trama da família Crawley começa.

Passada numa imponente casa no ano de 1912, Downton Abbey não só retrata a vida da família Crawley, como a de todos os seus criados. Nas salas perfeitamente desenhadas, nos belos quartos decorados, na biblioteca sofisticada, vive a família, mas descendo as escadas podemos encontrar outros residentes, tão ferozmente possessivos com a hierarquia e posição social como qualquer outro membro da família Crawley. Uma grande diferença entre estes dois grupos sociais é o facto de os criados saberem muitos dos segredos mais obscuros da família, enquanto a família pouco, ou nada sabe dos seus lacaios.

Algumas da personagens, tanto da família como da classe mais baixa, são extremamente leais e já estão conformados e presos ao estilo de vida de Downton, mas outras tentam seguir em frente à procura de novas oportunidades de amor ou apenas aventura. Este mote leva ao desenvolvimento de outras tramas secundárias que compõem esta fascinante produção épica de grande qualidade.

Downton Abbey apresenta-nos também um grande leque de personagens femininas bastante poderosas e independentes. Lady Mary Crawley, por exemplo, é uma mulher cujo objectivo principal é encontrar o marido certo. Apesar de estar à beira de uma dramática mudança no mundo com o estalar da Grande Guerra a poucos anos, os sentimentos de Mary divergem entre cumprir o seu dever e responsabilidade para com a família e Downton, e a sua vontade de seguir a direcção da independência e modernidade.


Por outro lado, Lady Sybil Crawley é a rebelde da família: ferozmente política devota à causa do direito de voto para as mulheres e quase sempre revoltada contra a injustiça que reina em todo o lado.


Para além de ter uma cativante história, Downton Abbey apresenta um guarda-roupa fenomenal, dá uma atenção especial a todos os detalhes e caracteriza-se por interpretações brilhantes de todos os actores.





27 de abril de 2012

Hello, I´m back!  :)
Tenho algumas novidades. Em relação ao meu assunto anterior, decidi que continuo com este blog em Português. Claro que adorava ter um público mais abrangente, principalmente com experiência em Vintage, algo que só vejo mais no RU ou EUA. Mas por outro lado, lá existe já muitas pessoas com blogs onde o assunto é o Vintage, e cá posso, quem sabe, ajudar alguém que se esteja iniciando neste mundo lindo! Claro que não tenho grande experiência, mas... é falando com outras pessoas que vamos descobrindo coisas novas, né?  ;)

Outra das novidades é que finalmente, depois de... toda a minha vida, a bem dizer... decidi cortar o cabelo. Para quem não me conhece, toda a minha vida tive o cabelo pela cintura. Só cortei assim mais radicalmente (pelo pescoço), tinha eu uns... 12/13 anos... Mas foi a minha mãe que mo cortou, e na altura eu era bem magrinha, por isso eu até nem achava que me ficasse mal. Mas voltei a deixar crescer, e acaba por se tornar um hábito. 
Toda a gente me pergunta se demoro eternidades a lavar um cabelo deste tamanho (e ainda por cima é bem forte), e a resposta é "Não". Claro que não demoro 5min como se tivesse um Bob, mas também não demoro 5 horas, lol. 
É como tudo, uma questão de hábito. Depois de mais de 20 anos a usar um cabelo extra longo, acabamos por nem pensar nisso... Mas há uns tempos que ando a pensar em mudar. Como tudo, há imensos penteados que adoro ver nas outras pessoas, mas não me imagino com eles. Mas no passado dia 25 fui comprar umas roupinhas, e comentei com a senhora da loja que ando numa de Vitage. Ao que ela me disse logo que eu tenho uma boa cara para isso (não acho muito, tenho a cara muito redonda, devido aos kilinhos a mais, eheh), e que como até já tenho franja, iria ficar muito bem em mim. Até porque o cabelo enorme como o meu acaba por ficar uma imagem muito pesada em mim. Bem, aí concordo. Mas tenho sempre aquele bichinho, que posso depois não gostar e tal... Bem, eu acho que vou cortar, aí pela linha do sovaco. Menos que isso, para já, acho meio difícil. 
Aqui vão algumas inspirações:  :)

Filme "Estate Fair"

Bernie Dexter

Fleur de Guerre

9 de abril de 2012

Tenho andado a pensar....

Tenho andado a pensar em várias coisas. Nos blogs e na minha crescente paixão pelo vintage. Tenho dois blogs, cada um na sua vertente, e nem sempre tenho tempo ou assunto para preencher os dois como merecem. Então pensei (e esta ainda é uma ideia MUITO recente) em criar um único e novo blog, que junte tudo. Porque eu sou mais do que uma apaixonada pelo vintage, ou pelo mundo esotérico, ou alguém que adora animais e o campo. Por outro lado, não sei se não ficaria algo confuso. Depois, pensei em escrever em inglês. Pelo que já percebi, cá em Portugal não há quem se interesse pelo assunto, e sinceramente nem sei se alguém lê os meus blogs. Pelo menos na Inglaterra e EUA sei que há apaixonadas pelo assunto...

Mas são ideias que ainda não amadureci, a ver vamos.

Entretanto, continuo pacientemente à espera do livro "Happy Housewives" da Darla Shine. Daqui a uma semana vai fazer 1 mês que o livro saíu do Texas, espero até esse dia e depois peço o meu dinheiro de volta. A culpa não é da loja on line, mas também não quero ficar ainda mais tempo à espera.

Então até à próxima, espero que já com novidades!  :)


2 de abril de 2012

Buaaaa!

Como já devem ter depreendido, não ganhei o cheque oferta mencionado anteriormente. Bolas!! Se eu tivesse um dinheirinho extra, podem ter a certeza que comprava essas calças, pelo menos, mas por enquanto está difícil... Bem, pelo menos já começam a existir sítios onde se pode comprar moda vintage, o que é bom. Pena é não ser cá em portugal, mas pronto... Entretanto vou sonhando....  :)